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Um descompasso




Eu penso em pessoas que me deixam atordoadas e sem chão, prefiro aquelas nas quais possuem opinião feita mas estão aptas a ouvir opiniões alheias.
Requer mais do senso o ser que me faz pensar antes de falar e agir tentando apenas descobri-lo.
Necessito obter diferenças, novas essências sem nenhuma coerência, me desespero com perguntas absurdas e intrusas, porem de grande desenvoltura.
Crio o mundo em cada um, tentando construir a minha peça com milhões de personagens, sem atores principais
Converso com pessoas que não me entendem, ainda sim é surpreendente, adoro surpresas, ser pega por trás e inventar imaginações sentimentais .





Caminhos

 Teus caminhos entre os meus
Longa jornada a ser seguida
Eu trilho de um lado e talvez você do outro
Eles são totalmente incertos

Mas isso é o que nos desfere
O meu quero cheio de surpresas
E o seu o que queres?

Passos firmes em pés descalços
E com o seu entrelaçados
Mas o medo que te cerca
Será igual o meu, que já me enterra ?

É que eu mudo de roteiro rápido e a todo tempo me afasto
Já você se esquiva,  um tanto amedrontado
E eu  quero correria em meio a harmonia
Sinto que queres melodia em termo a sintonia

Acredito também na tua trilha que atravessa a minha
Paralisando o que eu mais queria
 Em um simples toque tu vens em encontro a minha
Para um dia quem sabe andarmos na mesma linha 







Faz sentido?!

Foto : Samir Sá

Eu sou guiada pelo que tenho sentido.

Se senti, tenho ido!
Mas pra ir, tem que fazer sentido. Não é tudo nessa vida que merece nossa “posição de sentido”.


Fernanda Gaona

Conformidade, não !



Cheguei aqui a espera de falar algo, de escrever o branco que existe, que ultrapassa e camufla
o branco de cores misturadas, névoa, neblina o branco de nuvens, de pombas e paz.
Um mundo em branco, cegos que não vêem o óbvio, não enxergam que estamos sendo usados, taparam as nossas bocas e ouvidos, colocaram vendas em nossos olhos !

Andei percebendo e achei incomum tratamos casos hediondo como fatos normais.
Perceba que quando você assiste um jornal (quando assiste) e os repórteres começam a relatar casos que ocorreram  naquele dia, dependendo da reportagem o  humor muda... é simples só seguir o raciocino. Ao falar sobre assassinatos, estupro, descaso, qualquer coisa que seja referente a uma história de espanto, a face deles se modificam como se estivessem preocupados e injustiçados, porem no mesmo tempo já começa a se falar de outro assunto qualquer seja  festas que vão ocorrer na cidade, algum prémio televisivo, relatos emocionantes, se transformam e o rosto já tem um ar de alegria e  animação.
Parecem robôs interagindo com outros robôs, fica bem claro o modo como aderem  essas informações em simples palavras que muitas vezes são vagas e mostra que não há nenhum sentimento por trás.
Acostumados com estes transtornos universais, nem  damos conta que paramos de ser seres humanos emocionais  para virarmos só  seres racionais