Twitter Facebook Feed

A necessidade que tinha de doer em alguém . (C.F.A)


Eu quero te dizer, mas não preciso dizer, afinal eu nem sei porque o dizer, é o simples fato de falar, não sou boa em palavras tranco-me em relação a elas, mas sim não é o modo das palavras, é como mostra- las apesar de adorar letras ............ escrevo, paro ao ler um livro (Alem do ponto e Outros contos),sim vem em minha mente tudo o que devia ser escrito, mas agora foge, escapa, some e transforma em vazio; pior em quase nada.Sim mas esse quase é simplesmente alguma coisa, ainda tenho algo e portanto preciso falar, mas falar não, exijo escrever assim sendo a melhor forma de me pronunciar.Corro rápido, angustiado com um tremendo medo que as ideias saiam do seu lugar de origem e se hoje pensei em você, pensei agora nesse imediato, corri pra não ti esquecer, porem esqueci-me e não porque ainda tendo a escrever e falar e pronunciar e continuar a escrever, mas enfim calar pois afinal não sou boa nisso, não sei revelar, mas me revelo, nem sei o que vai dar.Para você não faz diferença nem existe sequer nenhuma exigência, é como um vão em demência, turvo sem qualquer consequência. E eu pessoa boba e demente, escrupuloso perco-me tentando achar alguma correspondência, com a vontade de te pegar e esganar até sair sobre os meus dedos teu sumo que insiste em persistir, logo eu que acabo de não ter vontade alguma a relatar sobre isso, não, não, realmente não é vontade, está para agressividade por vontade de falar e não poder, é que não calaram minha voz, mas decidi manter se calado colocando uma fita sob a boca tão grudada e  lá ainda permanece .

Andança




Vim tanta areia andei
Da lua cheia eu sei
Uma saudade imensa
Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita rosas vou levar
                                                                                                                            Tom Jobim

 
Procuro enfeitar-me de rosas e ser coberta por uma saudade imensa que invade, mas que de tão imensa se esvai deixando partes de pétalas e cheiro de flores suprindo esse aperto que vagueia em meus rumores sem cores

Horizonte

Hoje olhei o horizonte, quis ser aquela linha que divide o céu e o mar, o infinito que insiste em nos cercar,e a incerteza que amedronta meu caminhar, ah sim aquele sorriso no canto da boca, fez -me delirar  saiu sem nenhum querer até parecia que eu queria debochar, mas rir de que ? Sinceramente não sei lhe dizer. Talvez ele se transformasse por um momento em arrepio, borboletas no estômago e viesse como um grande calafrio não me assustaria tanto, não permitiria que ficasse martelando e virasse tic tac. ]
Quem sabe eu esteja aprendendo a levar indecisões como uma aventura de Indiana Jones(risos), a correr riscos mesmo com puxões para atrás. A indiferença é um bom remédio  nessas horas,  tomo - as em doses pequenas para não  embriagar, dou risada em goles maiores para libertar e despertar não querendo me  aprisionar .

E hoje eu só quero um aconchego, um abraço apertado e palavras cristalinas, só um olhar que me tire o fólego e me deixe ser bem vinda, um sorriso de sol de brechas amarelas, o cheiro penetrante em roupas tão singelas, tocar-se por mãos em mas belas aquarelas,ser somente teu brasão marcado sem cautela !
Ainda me lembro sem demora da tua atração,do teu imã que me puxa sem razão e tuas palavras que me  deixam sem posição, e venho acalmar-me em nossa oposição, venho procurar-me o encontro do teu coração e enxergar-me sendo sua talvez então !