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PRECISA - SE

Preciso , é preciso e preciso  me abastercer de muitaaaaa coisa, a incontralavel mania de querer tudo e não se satisfazer com nada...
O ser humano posui necesidade do obcesso sede de adição e multiplicação, se compramos uma roupa queremos outra, se temos um sapato queremos o de marca no caso o mais caro, se temos um amor, somos infieis a ponto de sermos traidores pq queremos mais de um , se comemos logo estamos com fome, se temos riquesa procuramos rapidamenteterm mais que  aquele que nos ultrapassa...
È incrivel a sede ao pote, pisamos, corrompemos, negligimos tudo e todos pra o nosso bem estar mentiroso
È a vontade absurda que faz com que não se pense só se aja descontroladamente..
E outros muitos ficam ai a margem de uma sociedade consumista e autoritária de nariz impinado, não mais se olha para o lado, não mais se conhece ou se admira o proximo, a ambição fala bemmm mais alto... Não se ajuda e não mais se entrega, o ser MAIS foi banalizado e jogado perto de qualquer lixão, perto de um lugar esquecido, perto onde não se tem mais cor nem odor...
Palavra mais não mas indica adição, muito menos intensidade nem preferência, agora o seu sigificado é a importância de ser superior e diminuir o outro !


È preciso mais amor sem ser opressor
È preciso mais sorisso do que insatisfação
È preciso mais querer do que ter
È preciso mais doar do que se repugnar
È preciso mais ajudar ao invês de se afastar
É preciso e muito mais preciso se alto entregar

Morena

Tua saia rodada morena de renda
          Teu rosto esculpido comprido sem pena
                                Teus olhos cristais azul se desfaz
                                      Tua dança me faz acordar do meu cais
                                                               Morena me dá teu sorriso pequena
                                                                                    Me dá o teu samba de raça morena

                                              
                                       

Metade

 Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe

Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo

Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste

E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.     
                           
                                                                    Oswaldo Montenegro

Sem titular


A meu amor se soubesse o quanto eu sinto
 a confusão a qual te faço
Desencandaria o teu ser
 Seria como uma flecha em um punhal
 Versos verdadeiramente ditos ferve
Ès uma zonha de conflito em mim
A época da minha valsa
Como poderia saber se ao te revelar me escondo
me reprimo e não me encontro
Sensação um tanto promiscua
Parar para rever não me agrada
ao qual me amedrota
E essa vontade será medo ?
A meu amor a tantas coisas, em tantos potes, em tantas faces
Melodia a que se reine em minha alma que se encaixa
E teu sono me embala
Nos refere aquele sonho de um dia querer teu algo
Sem a falta do teu clarão 
Querer já não é  meu forte
Estou a ponto de mergulhar na tua sorte
E acabar sem mais palavras